Processo para o desenvolvimento de um produto em aerossol

Etapas a serem seguidas para que o produto seja adequado para o mercado

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Neste número, o engenheiro Humberto Uc, da empresa Envatec, compartilha informações sobre o processo para o desenvolvimento de um produto em aerossol.

As etapas, os procedimentos, os testes e os tempos necessários para elaborar produtos de excelente qualidade são explicados e ilustrados neste artigo, que inclui definições e processos sobre vários temas:

  1. Aerossol
  2. Sistema de Aerossol
  3. Fluxograma
  4. Etapas do Desenvolvimento
  5. Custos
  6. Testes de Campo
    6.1 Transferência de Tecnologia
    6.2 Processo de Validação
  7. Segurança
  8. Sustentabilidade

1. O que é um aerossol?

Os aerossóis, ou geradores de aerossóis, são recipientes não recarregáveis fabricados de metal, vidro ou plástico e que contêm um gás comprimido, liquefeito ou dissolvido sob pressão, com ou sem líquido, pasta ou pó, e equipados com um dispositivo de descarga que permite expelir o conteúdo em forma de partículas sólidas ou líquidas em suspensão ou em forma de gás, espuma, pasta, pó, ou, ainda, em estado líquido gasoso.

2. O que é o sistema de aerossol?

É um sistema para expelir produtos, caracterizado por possuir energia própria para que funcione. Essa energia é produzida pelo produto pressurizado dentro de um recipiente hermético, que é ativada por meio de um propelente.

3. Fluxograma para o desenvolvimento de um aerossol

Quando desenvolvemos um produto, devemos levar em conta muitas etapas e que cada uma delas leva o seu tempo. Se quisermos entregar um produto excelente ao mercado, temos que respeitar a maioria dessas etapas e os seus tempos, que são necessários para verificar se o que estamos fazendo está dentro dos parâmetros e das especificações que o cliente exige.ciones que pide el cliente.

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4. Etapas do desenvolvimento

Existem dois mecanismos para desenvolver um produto:

A. O que não existe = inovar, criar: Fazer novos produtos que não existem no mercado e que nascem do desenvolvimento de uma ideia que tenha como objetivo aproveitar os benefícios oferecidos por um sistema de aerossol.

Produtos inovadores que estão ganhando mercado na Europa.
Produtos inovadores que estão ganhando mercado na Europa.

B. O que temos, com valor agregado = avaliar a concorrência:

Diferenciar o produto já existente para obter uma vantagem competitiva em relação aos outros. Para isso, é necessário fazer um estudo das necessidades do consumidor, bem como avaliar certas características, para poder oferecer um produto com valor agregado.

Produtos já existentes com valor agregado.
Produtos já existentes com valor agregado.

O diagrama de desenvolvimento começa no Laboratório de Desenvolvimento, onde é realizada uma pesquisa com base na atividade do produto para determinar os ingredientes ativos e excipientes, levando em conta os aspectos químicos e físico-químicos. O concentrado deve possuir as características que procuramos para o produto final.

É muito importante atribuir um código de identificação para todo o processo de desenvolvimento, com o objetivo de harmonizar cada etapa. Aqui é o começo, onde avaliamos o que queremos do produto e o que queremos transmitir ao consumidor final.

Posteriormente, vamos aplicar um método analítico. Vamos descompor os diferentes elementos da fórmula: O que é cada parte? e Para que serve? É muito importante, em primeiro lugar, determinar o ingrediente ativo: se é um inseticida, desodorante, massa alimentícia, etc. Depois, todos os outros componentes: os inertes, o veículo, tudo o que uma fórmula contém e como cada componente participa da fórmula final.

Por isso, existe uma sequência que deve ser seguida:

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Para conhecer mais a fundo o produto e as suas aplicações, é necessário selecionar a matéria-prima e a embalagem.

  • Um sistema de aerossol consiste em fases líquidas e gasosas.
  • Selecione o propelente de acordo com a compatibilidade, a aplicação final, o tamanho da partícula, o fluxo e a área.
    * O tamanho da partícula é muito importante, porque indica a característica final do produto.
  • O tipo de embalagem, a válvula, o ativador, a fórmula, o tipo e a pressão do propelente formam o produto final.

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Estudo de compatibilidade

Preparação de amostra inicial

Testes de estabilidade

Em seguida, deve ser feito um estudo de compatibilidade, porque, muitas vezes, podemos embalar a fórmula, colocar o propelente, e funciona, mas não sabemos qual será o seu comportamento no longo prazo. Esse estudo pode ser feito em recipientes de vidro, onde é possível observar a mistura do propelente com o concentrado. Isso nos permite:

  • Selecionar o propelente: pressão de saída, tamanho da partícula, inflamabilidade, solubilidade.
  • Determinar a relação concentrado/propelente.

Não sabemos como será o comportamento do produto no longo prazo; portanto, é muito importante e necessário fazer testes de estabilidade.

Existem várias etapas, e é necessário tempo para que o produto seja analisado no laboratório durante um longo prazo, a fim de garantir que não apresentará nenhum problema.

  • Esses testes de estabilidade demonstrarão o comportamento das propriedades físico-químicas e funcionais (viscosidade, pH, pressão TA e a 50° C) durante determinado período, que pode ser de 30, 60, 90 dias ou até mais, dependendo do produto. Durante esse período, os produtos serão submetidos a uma temperatura de 50° C para acelerar o seu processo. Assim, se houver alguma falha, será possível detectá-la neste momento, antes de continuar com o desenvolvimento.

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O próximo procedimento consiste em avaliar um método e preparar um dossiê, que é considerado a Bíblia do desenvolvimento desse produto. Com base no código de identificação que tiver sido atribuído, deve-se estabelecer como esse produto será avaliado, como os procedimentos para cada etapa serão aplicados e que meios serão usados para realizar essa avaliação. Aqui devem ser definidas as técnicas que serão empregadas e os parâmetros de controles qualitativo e quantitativo. Também devem ser anotados os resultados, a análise, as condições do teste, as avaliações, as aprovações, os tipos de materiais, a fórmula e todas as informações relacionadas ao produto, com o mesmo código de identificação original, por questões de rastreabilidade.

5. Custo do produto

uma questão sumamente importante é o custo do produto. Um produto pode ser inovador, ter grande impacto no mercado, atender às necessidades do consumidor, mas pode ser muito caro; portanto, para que possa entrar no mercado e concorrer com os outros produtos, é preciso analisar o custo.

Os custos devem incluir tudo o que é usado para elaborar este produto:

  • Custos diretos: É o custo da força de trabalho que é diretamente usada para elaborar o produto ou o serviço (pessoal de linha de produção e de controle de qualidade, eletricidade, periféricos, suprimentos, transporte, etc.).
  • Custos indiretos: É o custo de comercialização dos produtos e/ou serviços que estão sendo vendidos,
    bem como alguns custos administrativos atribuíveis à produção e à venda (infraestrutura, armazenamento, água, eletricidade, serviços, logística, administração, impostos, etc.).
  • Viabilidade: lucro.
  • Custos de matérias-primas e materiais de embalagem: Componentes da fórmula, embalagem, válvula, ativador, tampa, caixa, tubos de extensão, bolinhas, etc.
  • Custo do propelente.
  • Financiamento.
  • Perdas.
  • Outros (serviço de entrega fora da área metropolitana, armazenagem, serviço extra, etc.).

6. Testes de campo

Posteriormente, devem ser feitos alguns testes de campo, ou seja, levar o produto para a sua aplicação final para ver o seu funcionamento fora do laboratório, a fim de determinar se o produto é bom e apropriado. Os testes de campo consistem em:

  • Avaliar o desempenho do produto final: aplicação, usos, aparência, odor, textura, rendimento, etc.
  • A comercialização de alguns produtos em aerossol deve respeitar as normas estabelecidas (cosméticos, inseticidas, dispositivos médicos, higiênicos).
  • Licenças, registros e patentes.

6.1 TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA

Após a realização de todas essas etapas, deve ser realizada a operação de produção, que consiste em transferir as informações registradas no dossiê às áreas de tecnologia e de produção para informar quais são as características e as especificações que o produto deve atender, bem como programar um lote-piloto para determinar as condições de cada etapa do processo de envasamento: peso a granel, peso do propelente, altura e diâmetro das recravações na válvula, pressões, fluxo, descarga total, etc., bem como os parâmetros de inspeção para o controle de qualidade.

6.2 PROCESSO DE VALIDAÇÃO

A característica final do produto dentro da área de produção também deve ser avaliada. Deve-se validar o processo, a fim de demonstrar a capacidade de produzir aerossóis de forma contínua e homogênea, nas condições adequadas de qualidade necessárias, através de sistemas e programas de melhoria contínua que garantam a qualidade do produto final.

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Este fluxograma já é conhecido; no entanto, pode mudar entre um produto e outro, não nas etapas do processo, e sim nas características finais do processo.

7. Segurança

Segurança no desenvolvimento do produto: É importante manter todas as condições de segurança durante o desenvolvimento do produto, usando o equipamento de laboratório adequado para as condições do produto, bem como os equipamentos de proteção individual. Além disso, realizar os testes microbiológicos e a rastreabilidade do produto.

Segurança no processo: Devem ser aplicados os protocolos de segurança para minimizar os riscos antes, durante e após o processo de embalagem. O Guia de Segurança oficial indica os procedimentos adequados para que as empresas trabalhem com a segurança necessária. Os funcionários devem receber capacitação constantemente.

8. Sustentabilidade

Uma vez integradas todas as etapas do processo, podemos considerar a garantia de colocar um ótimo produto no mercado.

E, finalmente, devemos considerar a sustentabilidade, uma etapa de grande interesse, a fim de criar consciência sobre o uso dos produtos e a manipulação dos processos de forma que sejam amigáveis com o meio ambiente.

O propósito da sustentabilidade é atender às necessidades da geração atual, sem afetar as capacidades futuras das próximas gerações.

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A sustentabilidade nos leva a definir processos na fábrica que não sejam apenas amigáveis com o ambiente, mas também viáveis economicamente.

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“Quanto menos interesse darmos às questões de ecologia e sustentabilidade, maior será o preço que teremos que pagar.”

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