Como cumprir a regulamentação dos limites máximos admissíveis do conteúdo de composto orgânico volátil (COV)

No passado Seminário Técnico do IMAAC, o QI.  Jair Juan Manuel Martínez Miguel, da Câmara Nacional da Indústria de Produtos Cosméticos (CANIPEC), falou sobre como cumprir a regulamentação dos limites máximos permitidos de conteúdo composto orgânico volátil (COVs).  Isto, em relação ao Projeto de Lei Oficial Mexicano. 

ÍNDICE

1. Contexto

2. Rascunho Preliminar do Padrão Oficial Mexicano

3. Cálculo de COVs utilizando critérios do Rascunho

     Preliminar do NOM

4. Recomendações para a Indústria aerossol 

1. CONTEXTO 

Poluição de compostos orgânicos voláteis

O que o Projeto de Norma procura é a redução da poluição atmosférica em áreas urbanas do país, em especial aquelas geradas em concentrações de ozônio troposférico (O3).

O ozônio troposférico é formado quando compostos orgânicos voláteis (COVs) reagem com óxidos de nitrogênio (NOx) na presença de luz solar e calor. 

Em condições de baixa dispersão atmosférica, o ozônio pode se acumular no ambiente.

Isso surgiu quando o governo local da Cidade do México entrou, pois dentro das metas que tinham nos aspectos ambientais, a meta de reduzir os COVs de 20 para 25% daqueles que tinham atualmente em relação ao local em que queríamos chegar até 2024 foi publicada. A partir desse surgimento, passou a ter a necessidade de ter um NOM, que no final é regulamentar um produto, portanto não pode ser um NOM que é estadual, não podemos tê-lo em um estado, por isso essa política pública também começou a aderir ao Ministério da Economia (SE) e à Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMARNAT). 

Juntas, quem também promoveu esse projeto é a Comissão do Meio Ambiente dos Megalopolís (CAMe), composta por vários estados como o CDMX, o Edo do México, Hidalgo e outros 8 estados. 

A partir de 2018, essa política de redução de COVs de 20 para 25% foi publicada. Em 2019, foi publicado o documento: As medidas necessárias para alcançar a qualidade do ar na Região Metropolitana do Vale do México, que contém diversos conteúdos focados em como essas reduções nos COVs serão feitas. Foca-se na questão do gás LP, na questão da gasolina, mas há um ponto importante que é a Medida 2, que nos diz sobre como será realizada a regulação de COVs e revestimentos e produtos para o uso doméstico.

Aqui começamos a ver como esse tipo de medidas de políticas públicas impactarão nosso setor e especificamente a indústria aerossol. 

Poluição de compostos orgânicos voláteis

As medidas necessárias são as seguintes:

• Medida 1. Redução das emissões na distribuição e 

   utilização do gás LP.

• Medida 2. Regulação de compostos orgânicos voláteis em 

   revestimentos e produtos para o uso doméstico.

• Medida 3. Fiscalização e vigilância estratégica para o 

   controle das emissões nos postos de gasolina.

• Medida 4. Distribuição de gasolina menos volátil na 

   megalópole.

• Medida 5. Melhores práticas de manejo de incêndios e 

   prevenção de incêndios.

• Medida 6. Controle das emissões e uso de combustíveis 

   limpos no setor industrial.

• Medida 7. Redução das emissões devido à manutenção 

   urbana.

• Medida 8.1. Ordenando a circulação do transporte de 

   carga.

• Medida 8.2. Detecção de veículos ostensivamente 

   poluentes.

• Medida 9. Padrões de emissão de veículos.

• Medida 10. Regulação das emissões de novas 

   motocicletas.

• Medida 11. Implementação de um novo esquema para a 

   concessão de hologramas de verificação de veículos.

• Medida 12. Promoção da mobilidade sustentável.

Poluição de compostos orgânicos voláteis

Entre as propostas dos governos para melhorar o ar é não usar aerossóis, isso tem que nos levar a tomar decisões e medidas como setor para começar a ensinar o que a indústria tem feito e está fazendo.  

Inventário Nacional de Emissões (COV)

Critério Nacional de Inventário de Emissões de Poluentes (INEM, 2016)

Geração de aproximadamente 12 milhões de toneladas de COVs por ano.

• 81.6 % são de origem natural.

• 18.4 % ssão de origem antropogênica. 

Produtos de limpeza doméstica e produtos cosméticos; que é utilizado diariamente pela população, contribuem com 132 mil toneladas por ano de COV (1.1%).

2. RASCUNHO PRELIMINAR DO PADRÃO OFICIAL MEXICANO

Conteúdo do DRAFT NOM

0. Introdução

1. Objetivo e campo de aplicação

2. Termos e definições

3. Especificações

4. Método de Cálculo de Compostos Orgânicos Voláteis

5. Procedimento para avaliação da conformidade

6. Verificação e Vigilância

7. Conformidade com as normas internacionais

Apêndice Regulatório A – Informações Confidenciais

Apêndice regulatório B – Documentos necessários para verificação de produtos

8. Bibliografia

Nesta ocasião, vamos focar em três pontos principais deste projeto: 

2. Termos e definições 

2.8. Compostos orgânicos voláteis (COVs)

Qualquer composto de carbono que exclua monóxido de carbono, dióxido de carbono, ácido carbônico, carbonatos metálicos ou carbonatos e carbonato de amônio envolvido em reações fotoquímicas atmosféricas.

* É importante ter essa definição porque se não percebermos os disfarces do NOM e chegarmos aos cálculos descritos no NOM sem saber essa definição, vamos perceber que nossos clientes estão muito acima e teremos que fazer uma reformulação.

2.9.  Compostos orgânicos altamente voláteis (COAV)

Compostos orgânicos voláteis (COVs) com uma pressão de vapor maior que  80 milímetros de mercúrio a 20 graus Celsius.

2.10 Compostos orgânicos voláteis (COVs)

Quantidade em massa dos compostos orgânicos voláteis (COVs) presentes na formulação, expressa em massa/massa percentual.

O NOM nos fala sobre algumas especificações, basicamente uma vez que já definimos que o NOM é aplicável para produtos domésticos, pessoais e domésticos, agora o NOM nos diz que todos devem aplicar. 

3. Especificações 

3.1.  Os limites máximos admissíveis para o conteúdo de compostos orgânicos voláteis (COV) de produtos de limpeza doméstica e produtos cosméticos estão estabelecidos na Tabela 1:

Aqui estão alguns produtos que estão incluídos na tabela. 

3.2.  Os limites máximos admissíveis do conteúdo de composto orgânico altamente volátil (COAV) de antitranspirantes aerossóis e desodorantes axilares são aqueles previstos na Tabela 2:

3.3.  Os compostos orgânicos voláteis (COVs) listados na Tabela 3 não devem ser considerados nos cálculos para a determinação do conteúdo COV:

Método de Cálculo de COV do Rascunho do NOM

Particularidades da Tabela 1

Os limites do teor de COV da substância contida, conforme descrito na Tabela 1, não incluem quaisquer COVs que:

a) Tenha uma pressão de vapor inferior a 0.1 milímetros de mercúrio a 20 graus Celsius; ou

b) Consistindo de mais de 12 átomos de carbono, se a pressão de vapor for desconhecida;

c) Que tem um ponto de fusão superior a 20 graus Celsius e não sublime (ou seja, não muda diretamente de um gás sólido para um gás desfundido), se a pressão de vapor é desconhecida.

Particularidades da Tabela 2 (Aerossóis)

O que está descrito na Tabela 2 não se aplica a:

a) Antitranspirantes aerossóis ou desodorantes axilares que contêm mais de 10 átomos de carbono por molécula e para os quais a pressão de vapor é desconhecida, ou que têm uma pressão de vapor de 2 milímetros de mercúrio ou menos a 20 graus Celsius.

b) 20 % do total n-butano presente na formulação de desodorantes axilares aerossol, sendo isentos do cálculo do conteúdo COAV de acordo com a equação 1. 

Ecuación 1

n-butano exento (m/m)=0.2* n-butano

Onde: 

n-butano-free = porcentagem de n-butano isento de quantificação coav (massa/massa) 

n-butano = percentual total de n-butano presente na formulação (massa/massa) 

Além dos critérios de exclusão, devem ser considerados os seguintes:

• Nessas categorias de produtos em que seu rótulo ou instruções de acompanhamento indiquem especificamente que devem ser diluídos antes do uso, o cálculo do conteúdo COV deve ser realizado levando em conta a diluição mínima recomendada pelo gerente do produto.

• O fabricante ou importador pode usar as informações de pressão de vapor fornecidas pelo fornecedor da matéria-prima, desde que o fornecedor use um método para determinar a pressão de vapor que geralmente é aceita pela comunidade científica.

• Para solventes de hidrocarbonetos que são misturas complexas de muitos compostos diferentes e que são fornecidos de acordo com uma especificação para uso em um dos produtos descritos na Tabela 1, a pressão de vapor da mistura de hidrocarbonetos pode ser usada para demonstrar o cumprimento dos limites de conteúdo COV. A conformidade não requer a identificação da concentração e pressão de vapor para cada um desses componentes na mistura.

3. CÁLCULO DE COVS APLICANDO O RASCUNHO PRELIMINAR

Exemplo 1: Esta é a formulação de um desodorante aerossol. Este produto está incluído na Tabela 2, onde os compostos orgânicos altamente voláteis são quantificados.

O que tem que ser feito para aplicar os critérios e informar à autoridade, é como estou hoje na minha formulação e no que diz respeito ao limite. 

Exemplo 1

Pressão de vapor de álcool etílico -20°C a 150°C

Exemplo 2

4. RECOMENDAÇÕES PARA A INDÚSTRIA

1. Uma análise dos produtos aerossóis comercializados deve ser realizada e identificar a quais o NOM se aplica.

2. Quantifique os COVs dos produtos aerossóis e identifique quais não atendem aos limites permitidos. (A área de P&D deve determinar qual composto é classificado com COVs)

3. Comece a desenvolver um plano de pesquisa para a reformulação de produtos aerossóis, com o objetivo de cumprir com o Projeto NOM.

4. É importante saber o impacto econômico que isso pode representar nos processos atuais da empresa, por isso as empresas não devem esperar que o projeto seja publicado no DOF para começar a atuar.

5. Aproveite os benefícios do NOM, como a reformulação de produtos com menor impacto ambiental, aplique estratégias de marketing sustentáveis e atraia novos consumidores

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